18.5.13

Adopção - Outra vez na História dos Direitos Humanos, mesmo com continua discriminação


Ontem, acordei estranhamente positiva, parecia demasiado feliz..., tanto que me passou pela cabeça que finalmente uma maioria de deputados iria tomar a única atitude responsável e eticamente correcta sobre a possibilidade de adopção de crianças, hipoteticamente, por todas as  pessoas maiores de idade.

E assim fui trabalhar com aqueles pensamentos dentro de mim, como se soubesse que ira acontecer. Até me permiti brincar sobre a possibilidade de vir a ser talvez oficialmente mãe, ao que me declararam que me iriam oferecer uma fisga... [para "capturar" uma linda miúda que quisesse arranjar-se comigo para ficar grávida, porque eu estou velha demais].

Delírios à parte, assim que me sentei não resisti à tentação de espiolhar as noticias matutinas... Devia ter resistido, porque logo me pus a pensar que afinal o meu coração delirava como a minha mente.

E fui à minha vida, excepcionalmente muito activa durante a manhã. Nada de estar sentada a fazer refresh no facebook nem nos jornais online, nem nos sites dedicados aos interesses LGBT. Fui almoçar, perguntei se já se sabia o resultado - nada - confessei-me triste, porque ainda não seria desta: lamuriei-me cabisbaixa.

Voltei e assim que abri a primeira página do Público lá estava:


Portugal torna-se o quinto país a aprovar co-adopção por casais homossexuais
mas eu só realizei ao ler no lead: Diferença de cinco votos permite decisão surpreendente.



Do  Perfil do Facebook do Miguel Vale de Almeira



Porquê que esta vai ser uma lei incompleta e insiste numa discriminação incompreensível?

Ao invés de alargar a possibilidade de adopção a todos os casais do mesmo sexo, como previam as propostas do Bloco de Esquerda e dos "Verdes", o que o projecto de lei do PS prevê é que a paternidade ou a maternidade de um homossexual seja extensível ao seu cônjuge. Um cenário possível, segundo os socialistas: “Basta imaginar uma criança, educada por dois homens casados, até aos dez anos de idade, morrendo nessa data o pai biológico num acidente. Aquela criança, que não distingue a nenhum nível qualquer dos pais, não tem, no entanto, o mais ténue vínculo jurídico com o, para si, pai sobrevivente. Pode mesmo vir a ser arrancada dos seus braços pela família do pai falecido, mesmo que não tenha tido qualquer contacto com ela ao longo da sua vida”.
Ler o texto completo no Público


No mesmo dia, foram chumbados os projetos do BE e dos Verdes que além da co-adoção, procuravam garantir de uma forma mais global os direitos à parentalidade das pessoas LGBT, incluindo no acesso à candidatura à adoção e às técnicas de PMA (no caso do projeto do BE).

Ler mais no site das Famílias Arco-Iris