12.5.13

Dias Felizes


De manhã viajei por aí pelo meu mundo, deitada na rede brasileira amarela que ocupa toda a varanda - onde só cabemos as duas mais tudo o que me vai dentro.

À tarde, fui até à Fundação Portuguesa das Comunicações, em Santos, onde viajei para o outro lado do mundo, nos EUA, através de desenhos, com Eduardo Côrte-Real e a sua família de desenhadores compulsivos, no Farwest a 50ºC...

de Eduardo Côrte-Real


Depois caminhei um pouco até São Bento, passei por uma rua com um nome onde eu gostaria de morar e viajei por pecados calóricos com poemas.


Agora os posts escrevem-se primeiro em posts-its no meu nexuszinho com teclado acoplado



Desci a rua e já com a Ela pedalei no topo do mundo,  com Idílio Freire na Palavra de Viajante, pela Islândia fora sempre a pedalar. Senti o vento cortante, tive muito frio na cara, não tive coragem para imaginar os pés descalços ao atravessar os rios gelados, nem coragem para me imaginar a pedalar à chuva torrencial, mas assisti ao sol da meia-noite, vi paisagens deslumbrantes, papagaios-do-mar e glaciares, saboreei panquecas com doce e permiti-me sentir banhos de águas quentes das montanhas vulcânicas na pele.

Na Palavra de Viajante


Não cansada de tudo isto - estava farta de estar sentada a dar asas à imaginação! - propus-me uma caminhada até ao metro do Chiado onde supostamente a iria entregar... Mas depáramo-nos com uma discoteca ao ar livre, mesmo em frente à estátua do Fernando Pessoa, com três DJs - entre elas a Phizz - a darem música aos transeuntes. Ela dançou e eu fugi das câmaras...

- E agora? - questionámo-nos, fartas da música quando já derrapava para tons desinteressantes.

- Agora - declarou Ela - vamos ao elevador de Santa Justa!

Ficou radiante por me levar a um local imperdivel onde eu, sem perceber como, nunca antes estivera. Entrámos pela lateral do Museu Arqueológico do Carmo e subimos direitinhas ao topo para viajar por toda uma Lisboa a perder de vista, pelo rio até à Serra da Arrábida onde a vista nos levava.

Museu Arqueológico do Carmo

Ela


Saímos de lá mesmo a tempo de ir ao Teatro Rápido, assistir a certamente um dos momentos mais marcantes da vida profissional da actriz Rita Ribeiro num monólogo de 15 minutos em "Gisberta".

Deixei-a finalmente no metro e segui para casa tão cansada e Feliz.