As Cidades Invisíveis de Italo Calvino
Está à minha espera desde 2004...
Tal como os livros de poemas é para ir saboreando aqui e ali cada capítulo, acolá. Relendo uma e outra vez as várias camadas das cidades daqui e dali pelo mundo, o antigo, o actual, o imaginado...
Muito intelectualóide, claro. Dá luta como se quer.
Não é disto que é feita a cidade, mas sim das relações entre as medidas do seu espaço e os acontecimentos do seu passado.
[...]
Mas a cidade não conta o seu passado, contém-no como as linhas da mão, escrito nas esquinas das ruas, nas grades das janelas, nos corrimões das escadas, nas antenas dos pára-raios, nos postes das bandeiras, cada segmento marcado por sua vez de arranhões, riscos, cortes e entalhes.
