16.11.13

Derreto gelada... ou um post aparentemente aleatório


Quando se sai de lá com vinte e tal graus em Novembro para qualquer outro lado... percebe-se ainda mais o quão acolhedora  Lisboa pode ser.

Vim congelada por dentro e sem silêncio...

Está tanto frio aqui... está tanto sol e tanto frio. O normal em Novembro... O weather.com diz que estão 8º C, mas que se sente como se estivessem 4º C. É por causa do vento. Estou de polar, de barrete e de lareira "acesa". Dói-me os músculos. Não tarda estarei a chorar dos olhos, por causa do frio que me dói dentro do nariz e que me esmaga.

Há neve no topo da Serra da Estrela e o ar está absolutamente transparente, como nos dias belos de sol gélidos.

Estou a derreter por dentro... Derreter por dentro dói muito... com este frio mais ainda...

O ar é tão diferente aqui e está tanto frio...

O Rudolfo lambe-me as mãos... E senta-se a meu lado. Não lhe liguei grande coisa... fugiu-me para cuscar as redondezas. Nunca me lembro como lhe chamo quando não estou cá, mas relembro-me assim que o vejo. É doido, tonto... Não é atento e sensível aos sinais... É estranho e não se chama Rudolfo, mas o que é que isso interessa...? O nome dele não lhe cai bem... A loucura aleatória dele também não.

Mais uma vez um cão escolheu-me esta semana. Desta vez veio para baixo de uma mesa na esplanada onde almoçava... Ficou lá quase todo o tempo.

Eles, os que não são tontos de verdade e alheados da realidade, sabem... eles sabem a falta que o Xico me faz... Mas eu não consigo levar nenhum deles comigo. O Xico ainda mora cá dentro e vai morar muito muito tempo ainda.

Eu fico-me impressionada com estas cenas... muito impressionada...

Não me tenho sentido suficientemente grata à Vida ultimamente. É que tenho existido em modo de sobrevivência aos dias desde há algum tempo e não estava a dar por isso...