A mind map of the days OR because I have not stopped thinking about this and that yet... and I am always traveling beyond myself... always.
8.5.14
Todos os dias tenho feito o exercício mental...
de que tenho um emprego de sonho... (sim, já tenho um suposto emprego, porque já passaram mais de três desde que assinei contracto depois de estar quase cinco anos a recibos verdes a receber 650 euros líquidos x12 meses com uma licenciatura, uma pós-graduação, vários cursos profissionais disto e daquilo e dezenas de workshops de mais isto e daquilo...).
Tenho que pensar que pelo menos para mim, para o meu feitio, para as minhas características, este é um emprego de sonho, com limitações como todos os empregos. Agora, quem paga à segurança social e às finanças já é a entidade empregadora e eu trago para casa bem mais do que antigamente exactamente porque recebo o mesmo em termos brutos e recebo 12 meses mais os subsídios de Natal e de Férias que já não são o que foram, mas que mesmo assim sabe tão bem.
O meu chefe dá-me grande independência de gestão dos recursos financeiros e humanos, o que é uma benção. As contas da instituição para a qual trabalho estão todas, mas todas em dia. Nem me quero imaginar a trabalhar para o Estado... É incompreensível como se pode gerir bem as instituições se se anda a inventar formas de adiar pagamentos que deviam ser inadiáveis, porque o são! As contas que são para pagar, são para pagar ponto final! Este país está neste estado miserável, porque o Estado Português é o pior exemplo que existe para toda a gente.
Trabalho ao lado de casa e muitos dias trabalho em casa, o que é muito bom - para mim! - porque organizo os meus próprios horários, sou muito mais rentável em casa ao nível profissional e ao nível das actividades pessoais. Além de que é todo um silêncio. Tenho férias quase sempre nas alturas que quero, ou nos momentos em que preciso, excepto nas alturas do ano em que já sei que vai ser a loucura...
Está bem que há dias em que tenho vontade de espancar o chefe... que acho que ele enlouqueceu de vez, que é mal-criado comigo e com pessoas com quem não deve sê-lo, que prejudica o funcionamento da própria instituição, etc., etc., etc., mas já me protegeu noutras alturas quando fiz "borrada" (tal como eu passo a vida a fazer com ele), que me incentiva para estudar mais e fazer a minha própria investigação e tal e tal.
Este deve ser o melhor emprego do mundo do meu ponto de vista e comparativamente com o que tive antes... Portanto, Rita, sossega-te e vai trabalhar!
E esperemos que a Catalã venha mesmo cá para casa durante uns meses para ajudar a pagar as contas, as revisões do carro, os seguros do carro e de saúde e as férias... ah e as obras do topo do prédio cujo o valor cresce sem misericórdia dada a negligência da anterior administração que não informou os condóminos do estado de sítio em que nos encontramos todos e que vamos descobrindo ao longo dos meses...