A mind map of the days OR because I have not stopped thinking about this and that yet... and I am always traveling beyond myself... always.
13.11.14
Terapia para pacificar as saudades
Tenho saudades de quando me davas beijocas nos pés. E de quando me acordavas de manhã a sorrir-me para irmos para a rua cheios de pressa. Eu entre arreliada e desesperada divertia-me com isso.
Hoje chove tanto e lembrei-me outra vez quando saíamos nos dias assim porque tinha mesmo que ser e não tenho forças para voltar a isso agora. Tenho tantas saudades tuas e dos nossos momentos sozinhos na praia e de te ver correr a perseguir a vida e da tua louca felicidade de viver. Tenho saudades tuas e não consigo falar disso, por isso escrevo para que me oiças aí por onde andas a saltitar. E também para me resolver e a este desejo duo, de voltar a trazer ou não, um amigo para casa... um amigo daqueles que falam sem falarem... que ouvem tudo, que sabem tudo do que é essencial.
Às vezes olho os cães na rua que me olham curiosos e parece que me buscam como eu a eles, conversamos com o olhar - eles sabem do meu desgosto... como é que eles sabem? Sabem! - Sabem que faço constantemente o exercício e que me questiono se não devia salvar uma pequena semi-peluda já adulta que sorria para mim e eu para ela, mas não posso. Tu ainda vives aqui. Oiço as tuas patas no chão e vejo-te a cauda a baloiçar nos teus lugares. Mudar os móveis de sítio não serve, porque serão sempre os teus lugares.
Tenho tantas saudades tuas. Nunca imaginei que isto pudesse ser... este Amor assim. Já lá vão quase três anos que partiste... que saudades Xico!