«Para Baudelaire, que teorizou sobre o dandismo, em especial em Paris, “flâneur” era “uma pessoa que anda pela cidade a fim de experimentá-la”. Já a “derivé” de Guy Debord era algo diferente. Eu simplesmente vagueio e medito. Por agora triste, mas vivo, vivo porque amo, e porque sei, que voltarei a ser alegre, e sei, porque o Mistério assim me diz.»
A verdade é que a ideia de andar pelos campos já não me atrai e a experimentação de aldeias e vilas não me atrai tanto, como pelas cidades... Percebo bem porquê: são espaços mais pequenos, com menos gente, onde não consigo experimentar de forma anónima ou sem que alguém me aborde... E eu quando experimento os espaços nos cadernos procuro o silêncio.