1.2.15

Talvez seja salva pelos livros e pela Fábrica das Palavras


Ontem senti-me serena em VFX...



Não me lembro de me sentir assim lá. Senti-me livre protegida pelos livros e pelas vistas deslumbrantes - acima de todos os edifícios, a ponte, o rio e a Lezíria - que não me deixavam ter a sensação de sufoco que me aflige sempre que ali estou desde há décadas...
talvez desde quase sempre?

Além de tudo o mais partilhei os momentos com a Raquel. Senti-me em casa... É tão raro sentir-me em casa... E eu preciso tanto de me sentir em casa para sentir conforto, salva da canseira que é o mundo fora dela...




Ontem, ao chegar à Fábrica das Palavras deparei-me com este livro na prateleira de destaques - foi lançado no final de Novembro de 2014 e a biblioteca tem-no disponível desde essa altura! E trouxe-o comigo, claro.

A biblioteca da minha juventude [que sempre me surpreendeu pela aquisição de alguns livros e pela enorme quantidade de utilizadores - eram tantos que havia dias que não cabíamos todos sentados], desde que finalmente se tornou "Fábrica", resolveu-se ecléctica, para todos e não apenas para o Concelho que é o mesmo que dizer que todos desde que comprovadamente residentes algures por aí podem trazer livros, CDs, DVDs e Blue-Rays para casa. Também nos brinda com Internet, computadores, concertos de música para vários gostos, sessões de cinema, teatro, cursos, entre outras actividades para miúdos e graúdos e também pela paz e serenidade das vistas e do ambiente lá dentro. É cada vez mais uma Fábrica de LEITORES!