20.3.15

Do bloqueio à agressividade constante dos murais alheios


Acho impressionante como há tantas pessoas que só usam os seus murais para partilhar futilidades sem qualquer interesse, mas muito pior para as saúdes mentais é a partilha constante de noticias negativas e agressivas. Será possível que não vêem o que estão a fazer a si próprias? Não falo sequer dos botões que nos permitem deixar de as seguir e que eu estou a usar todos os dias, mas das suas próprias emoções. Alimentando-se apenas de dores, as suas vidas vão pelo cano. Mas que triste desperdício...

Já não basta a agressividade mal disfarçada com que temos que lidar todos os dias  nas pessoas que estão ao nosso lado e com a nossa própria agressividade, temos que gramar com os media que adoram espalhar a palavra da infelicidade, como se o mundo fosse a preto e branco, sobretudo em tons de cinzento muito escuro do seu ponto de vista.

Eu ando tristíssima e não me apetece escrever aqui, Ando naquelas fases em que o melhor momento do dia é um desenho. Ando há semanas com palavras entaladas na garganta que serão libertas quando eu bem entender e sentir oportuno e que não serão bonitas para algumas pessoas.

Por exemplo, o meu irmão consegue ser uma verdadeira besta de vez em quando. E vezes demais assume que há coisas que são assim, porque é assim a vida. Mas ele delira lá na maneira dele viver igual à de toda a gentinha por aí com quem ele convive. O cérebro que a vida lhe deu às vezes parece só servir para resolver problemas mecânicos. O estúpido não percebe quando é manipulado por mentes mesquinhas superiores à dele uma e outra vez, uma e outra vez...

Mas eu conto-lhe na próxima oportunidade que ele está louco se eu e outras pessoas estaremos lá para ele e para a filha dele se não nos tratar com educação, que é o mínimo...

Para mim não há a cena de laços de sangue, já deixou de haver há muito tempo! Laços de sangue não existem não é? Só existem laços emocionais... há que os tratar bem para que perdurem.

A mim deixaram de me tratar mal. Acabou-se! Eu não sou o caixote do lixo das frustrações alheias!