20.7.15

Dolce Fare Niente com Jazz



Neste sábado, 1 miúdita, 2 miúdas e uma avó juntaram-se na relva do OutJazz no Campo Grande. Estendi a toalha e deitei-me descalça com os pés na relva a fazer-lhes cócegas.

Estive assim muito Tempo, perdi-lhe a noção, não sei o que pensei. Ouvia a música lá ao longe... não sei mesmo se não dormitei. Dediquei-me a ver as formas e a luz a bater nas folhas das árvores por cima de mim. Eu estava no centro e elas rodeavam-me. Não desenhei um risco naquele Tempo. Bastou-me estar ali a sentir a energia positiva a invadir-me e uma serenidade rara.



Depois estive a ensinar como se fazem as minhas aguadas e que é preciso muito muito tempo para que aconteçam, mais ainda no Inverno. Temos que as deixar Livres para que Vivam únicas no seu esplendor, mas nunca podemos deixar de tomar conta.

A avó exclamou que é assim como tomar conta dos netos. E eu pensei que é como com as nossas próprias Vidas. Temos que nos deixar respirar livres, mas nunca podemos deixar de nos cuidar. O que nem sempre é fácil ou acontece...

É extraordinária esta actividade com riscos. Junta assim pessoas que nunca se encontrariam de ontra maneira, de várias gerações, formações e vivências, numa fantástica concentração de pessoas de Coração Bom.