como sempre esteve... cá dentro com esta surpreendente... harmonia... Harmonia imperfeita... [que o perfeito só existe nos sonhos e nos contos de fadas delirantes... e entediantes...].
Há algum tempo que ando com esta ideia de que o mais desafiante, intrigante... atraente... seria enamorar-me de uma miúda estrangeira que se enamorasse de mim... que me conseguisse ler os olhos e o corpo... e me ignorasse as palavras ditas por desconhecimento dos significados.
Mas talvez isso não fosse suficientemente para os meus mais escondidos e complexos desejos.
Então a Vida, na sua Eterna e Misteriosa Sabedoria, fez-me (re)encontrar-te recheada de vivências germânicas.
Lê-me os olhos, porque perdi as palavras! Perdi-as. Não as sei dizer...
Quero estar em silêncio das emoções contigo, perder-me nos teus olhos de todas as cores e falar-te com o Olhar do que sinto. Todas as palavras ditas não servem... Não fazem sentido. Não são suficientes para a minha estupefacção. Perdi-lhes a noção das medidas... agora tenho de reaprender as dimensões práticas e espirituais das letras.
Falo muito contigo, mas não digo nada...Perdi-me na multiplicidade dos sentidos e calo-me... primeiro tenho de reaprender a medir os significados das Palavras para as usar: reconstruídas...
Não tens mesmo qualquer pudor de ser quem és...?
Declaras-me o que sentes assim pragmática. Como se fossem tão fáceis, claros e óbvios esses sentires arrebatados e que aparentemente poderiam lá ser outras coisas... Tão pouco óbvio em mim, inundada das minhas complexidades... E tu és assim... Espantas-me! E eu deliciada sorrio.
Roubas-me beijos (Beijos) em plena rua e andas de mão dada comigo por aí, ignorando olhares à tua passagem como se toda a gente estivesse preparada para ver duas gorduchas encantadas pelos olhares uma da outra.
Não tens mesmo um pingo de complexos de inferioridade em relação a mim... Isso é tão extraordinário e doce no meio de todas as tuas doçuras. Fico-me sem palavras muito quieta a desfrutar destes momentos que me fascinam, deslumbram e tiram o ar...
Deixa-me ensinar-te as minhas paixões terrenas... Deslumbras-me se mo permitires. Ensina-me tu também as tuas.
Lidas comigo como sendo igual a mim, julgando-te equivocamente semelhante. Mas não.
A astróloga avisou-me que eu tenho o dom de perceber o potencial das pessoas e que confundo esse potencial com a realidade... e que é por isso que obviamente me tenho desiludido uma e outra vez... Mas algo me diz que levar-te-ás a dar um passeio à tua mais alta montanha cheia de curvas e contra-curvas pelo caminho, desvios, dolorosos altos e baixos e terríficos terrenos armadilhados. E eu quero lá estar para te testemunhar. Não te sentes em cima das vitórias... Só não conseguirás o que não Queres ou Crês ou o que a Vida te tirar sem piedade...
Não teimes comigo. Desafia-me com olhos doces e convictos e vou atrás. Enfrenta-me, vestindo-me de beijos, e argumenta-te nos meus braços. Pensa e questiona-te sobre as barbaridades que possa declarar como se fosse a verdade que pode afinal não ser. És muito mais ambiciosa do que eu. Irás muito mais longe e tocarás o céu mais alto, porque és tão Teimosa no teu Querer. E eu quero lá estar para Te testemunhar de braço dado contigo.
Todos os apaixonados têm medo de perder o outro...? É que essa angustia não habita em mim... porque tu sempre estiveste comigo mesmo sem nos conhecermos. Estivemos ao lado uma da outra tantas vezes,... sabe-se lá quão perto. E quando nos perdermos continuaremos a estar ali... misteriosamente mesmo ao lado no ciclo da eternidade das Almas.
Está a ser no Verão de 2013 em data incompreensível... e eu calada a desfrutar deste Mistério ainda sem nome... Estou estarrecida com o Nome que sinto que lhe virei a dar. Não é uma certeza que essa não existe, mas um Estranho Sentir.