A mind map of the days OR because I have not stopped thinking about this and that yet... and I am always traveling beyond myself... always.
5.9.13
Passeando-me de balões esvoaçantes atrás
Elas enchiam balões na rua das lojas e impingiam-nos aos transeuntes...
"Para que quero eu o balão?", refilou um senhor com uns sessenta muito enrugados...
Acenei com a cabeça que não e sorri... voltei atrás e declarei que já vinha antes de me ir embora.
Voltei e atei o meu amarelo à mochila e lá fui rua das lojas abaixo a olhar para toda a gente para apreciar as reacções. Os adultos ou nem davam por nada ou davam-me uns olhares de desaprovação. Já as crianças primeiro espantavam-se e depois sorriam quando eu lhes sorria. Muito simpáticos os miúdos!
Entrei numa loja de roupa finérrima onde a minha mãe comprava uma camisa de fato para o meu avô. Declarei que concordava com aquela que ela escolhera. Olhei-a empregada e esclareci que ia para a rua buscar outro balão, porque a minha indumentária veraneante - calções curtos azul-petróleo, t-shirt pseudo-ranhosa cinzenta com letras cor-de rosa fuchia, echarp que presta homenagem à paleta de cores da Vida e os meus sanjo amarelos e a mochila cravada de pins enfeitada com o meu balão amarelo - ainda lhe afugentava a clientela finérrima.
Subi novamente a rua das lojas a apreciar novamente os transeuntes baixinhos a sorrir para mim, cheguei lá e perguntei se me ofereciam também um balão vermelho explicando que os miúdos sorriam à minha passagem, ao que ataram um balão vermelho na mochila, a par do amarelo. E lá fui passear sorridente de balões esvoaçantes atrás de mim.
