Ontem passei por uma aldeia chamada Paz perto de Mafra e um cão cheio de personalidade encontrou-me na rua da Paz no meio de nenhures, entre o Nadadouro e a Foz do Arelho.
Pensei: é agora!
Se ele vier atrás de mim até casa (faltavam uns 2 km para chegar a pé...) fico com ele e chamo-lhe Zen. Mas o pequenote amarelo de pêlo curto cheirou-me, abanou a cauda, olhou-me curioso e continuou convicto a descer colina abaixo na sua vida: não se sabe para onde. E eu continuei a arfar colina acima na minha vida veraneante.
Os cães, se atentos, sabem. Eles sabem de mim, sabem das saudades que lhes sinto, olham-me no ruído das ruas, fixamente e falam comigo no nosso silêncio. Eles sabem.