Este fim-de-semana foi toda uma experiência.
Fui ao primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Dois homens muito charmosos.
Duas vidas cruzadas há 10 anos quando não se previa o que parecia impossível.
Tinha tanto para desaparecer antes de começar:
10 anos de diferença, milhares de quilómetros de distância, serem dois homens...Mas o impossível vai acontecendo.
Sim!
Não acontece, vai acontecendo.
E o tempo passa e afinal sempre é possível.
Quando vi o primeiro nobende aparecer de mão dada com a sobrinha
tive um choque...
Quando vi o segundo nobende de mão dada com a mãe
tive outro choque...
Nunca antes tinha chorado num casamento, por isso não ia preparada.
Quase que tive que usar a gravata...
Sempre imaginei que os profissionais das Conservatórias,
se pessoas cheias de juízo e alma, adorariam realizar estas cerimónias de pessoas com histórias como as deles. Não via a senhora, mas pela voz, parecia bastante comovida e mesmo orgulhosa por estar a prestar aquele serviço.
Tudo correu por ali fora, com a maior das naturalidades.
Os stresses do inicio da cerimónia foram acalmando e tornou-se perfeito.
Não houve cerimónia fotográfica oficial.
Que sossego!!
Cada pessoa ou grupo de pessoas ia apanhando os noivos,
por entre os primeiros petiscos,
e a fotógrafa, muito competente, ia tirando fotos aqui e ali sem pressionar ninguém.
Com melhor vista ou menos vista o que interessava eram os sorrisos
e a partilha daquele momento único,
porque aqueles dois - adivinho - vão mesmo até ao "para sempre".
E que dia tão feliz.
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| Nós tão giras de gravata prometida há meses aos noivos éramos o único casal de raparigas... |
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| Nós tão giras de gravata prometida há meses aos noivos éramos o único casal de raparigas... |
Apareceram dois convidados de kilt para entreter a malta sobre a presença de roupagem interior, ou não. Ahahah! Foi todo um entretenimento, claro!




